A demência afeta atualmente 44 milhões de pessoas em todo o mundo, número que em 2030 deverá atingir os 75,6 milhões e em 2050 os 135,4 milhões, estima um estudo publicado nesta quinta-feira.

Segundo o estudo da organização Alzheimer Disease International, com sede no Reino Unido e da qual faz parte a Associação Portuguesa de Familiares de Doentes com Alzheimer, só na Europa ocidental haverá 16 milhões de pessoas com demência em 2050.

O relatório atualiza os dados do Relatório Mundial sobre Alzheimer de 2009 com vista à cimeira do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia) sobre demência, agendada para 11 de dezembro em Londres.

Estes dados refletem sobretudo, segundo o estudo, o aumento significativo das estimativas relativamente à Ásia, sobretudo a China, e à África Subsaariana, onde a prevalência de casos de demência passou de 4.98 para 6.99 por cento e de 2.07 para 4.76 por centro, respetivamente.

Assim, em 2050, estima-se que a demência afete 33,6 milhões de pessoas na Ásia (22,5 milhões nas estimativas de 2009) e 5,05 milhões na África Subsaariana (2,1 milhões em 2009).

Dos atuais 44 milhões de pessoas que sofrem de demência, 32 por cento vivem nos países do G8, 38 por cento em países de alto rendimento e 62 por cento e países de médio e baixo rendimentos.

O estudo estima que em 2050, a percentagem de pessoas com demência a viver nas oito maiores economias do mundo (G8) tenha caído para 21 por cento, enquanto a proporção dos que viverão em países de baixo e médio rendimentos aumentará para 71 por cento.

«É uma epidemia mundial que só piorará. Se olharmos para o futuro, vemos que o número de idosos vai aumentar de forma dramática», disse Marc Wortmann, diretor executivo da Alzheimer Disease International.

«É vital que a Organização Mundial da Saúde (OMS) torne a demência uma prioridade, para que o mundo esteja preparado para fazer face a esta situação», acrescentou.