Mais de 600 incêndios florestais foram registados na primeira quinzena de maio, tendo sido combatidos por mais de cinco mil bombeiros, de acordo com dados disponíveis na página da Internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Entre os dias 01 e 14 de maio, a ANPC registou 625 incêndios, que foram combatidos por 5.558 bombeiros, com o apoio de 1.656 veículos.

O dia com maior número de incêndios ocorridos na primeira quinzena de maio foi na quarta-feira (14 de maio), tendo sido contabilizados 108 incêndios, que envolveram 975 bombeiros, com o auxílio de 292 veículos.

A fase Bravo de combate a incêndios florestais, a segunda mais crítica, começa hoje e envolve no terreno 5.175 operacionais, 1.251 viaturas, 34 meios aéreos e 70 postos de vigia.

Os dados constam do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), que refere ainda que os meios aéreos não serão disponibilizados logo no início da fase Bravo.

O dispositivo é reforçado este ano com mais 250 bombeiros e quatro meios aéreos relativamente ao ano passado e terá um custo de 85 milhões de euros.

A partir desta quinta, o combate a incêndios contará com oito meios aéreos, sendo que outros cinco serão disponibilizados a 01 de junho, 17 a partir de dia 15 de junho e os restantes quatro no dia 20 de junho, segundo disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Durante a fase Bravo estão operacionais 512 equipas de vigilância terrestre, 315 equipas de vigilância e ataque inicial e 681 equipas de combate, segundo os dados disponibilizados pelo DECIF.

À fase Bravo - que termina a 30 de junho - sucede a fase Delta, considerada a mais crítica em incêndios, que decorre entre 01 de julho e 30 de setembro.

As várias fases no âmbito do combate a incêndios são: Alfa (01 de janeiro a 14 de maio), Bravo (15 de maio a 30 de junho), Charlie (01 de julho a 30 de setembro), Delta (entre 01 e 31 de outubro) e Echo (01 de novembro a 31 de dezembro).

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo ao ano passado revela que 130 pessoas foram detidas em 2013 pelo crime de incêndio, mais 34 do que em 2012, e 48 ficaram em prisão preventiva, refere a Lusa.