Oitenta médicos foram constituídos arguidos no âmbito de uma investigação por práticas de corrupção relacionadas com a prescrição de aparelhos complementares de terapêutica e que totalizam 400 mil euros, indicou esta sexta-feira a PJ em comunicado.

Segundo a Polícia Judiciária, as práticas de corrupção dos médicos prendem-se com o recebimento de contrapartidas em dinheiro, viagens de férias e bens de consumo oferecidos por três laboratórios médicos, para prescreverem aparelhos médicos de determinadas marcas representadas por estas empresas.

«Essas ofertas eram calculadas pela quantidade de prescrições efetuadas pelos médicos», refere a PJ, precisando que a investigação incidiu sobre o período de 2007 a 2012 e que os valores apurados ultrapassam os 400 mil euros.

Além dos médicos, também foram constituídos arguidos os representantes das empresas, adianta a PJ.

A investigação, que teve a colaboração do Ministério da Saúde, esteve a cargo a Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ, num inquérito dirigido pelo Ministério Público.