Todos os anos surgem em Portugal 350 novos casos de cancro em crianças, uma doença que está a aumentar cerca de um por cento por ano, segundo dados do Portal de Oncologia Pediátrica.

A assinalar dois anos de existência, o Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica (PIPOP) contou já com mais de 50 mil visitas, mantendo assim o seu objetivo de apoiar famílias e amigos de crianças com cancro.

Promovido pela Fundação Rui Osório de Castro, o portal tem informação sobre tumores pediátricos em linguagem dirigida a cada público específico: crianças, jovens, pais, familiares e amigos de doentes.

Sobre os dados da realidade oncológica pediátrica em Portugal, a Fundação disponibiliza informação, mas reconhece que falta uma «plataforma comum e exclusiva» para a pediatria que permita ter um verdadeiro Registo Oncológico Pediátrico Nacional, segundo uma resposta escrita enviada à agência Lusa.

Contudo, segundo os dados recolhidos nas regiões Norte, Centro e Sul, há por ano cerca de 350 novos casos de cancro em crianças entre os 0 e os 18 anos.

Com uma taxa de sobrevivência de cerca de 75% o cancro infantil é a primeira causa de morte não acidental na população infanto-juvenil.

Os cancros pediátricos mais comuns são as leucemias, em primeiro lugar, seguidos dos linfomas. Com menor incidência, seguem-se os do sistema nervoso central e os tumores nos nervos periféricos.