Quase 10 por cento do total dos reclusos condenados cumpria pena por homicídio nas cadeias no final de 2013, totalizando 1.067, segundo a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

As estatísticas sobre os reclusos condenados a 31 de dezembro de 2013, a que agência Lusa teve acesso, nesta quinta-feira, adiantam que cumpriam penas nas prisões portuguesas 11.692 presos no final do ano passado, dos quais 1.067 foram condenados por homicídio.

De acordo com os serviços prisionais, os condenados por homicídio são na maioria homens com mais de 21 anos (856), mas cumprem também pena por este crime um adolescente entre os 16 e 18 anos e seis jovens entre os 19 e os 20 anos, além de 159 estrangeiros e 40 mulheres.

No final do ano passado, as prisões portuguesas acolhiam também 338 detidos, já condenados em tribunal, por violência doméstica, dos quais 333 era homens e quatro mulheres.

Os dados da DGRSP indicam que, no final de 2013, cumpriam pena nas cadeias 273 reclusos condenados por sequestro/rapto/tomada de reféns, 207 por violação e 266 por abuso sexual de crianças.

Os crimes contra o património representam a maior fatia dos reclusos condenados (3.398), que cumprem penas sobretudo por furto simples e qualificado (1.399), roubo (1.571) e burla simples e qualificada (303).

Estavam ainda nas cadeias, no final do ano passado, 21 reclusos condenados por incêndio florestal

Maioria cumpria penas de 3 a 6 anos

O maior número de reclusos condenados cumpria penas de prisão, no final de 2013, de três a seis anos, representando 3.596 do total dos presos.

Dos 11.692 reclusos condenados nas cadeias portuguesas no final do ano, 342 cumpriam penas entre os 20 e os 25 anos, 2.449 de seis a nove anos e 1.692 tinham uma pena de um a três anos.

Em Portugal há ainda 512 reclusos condenados a penas de prisão por dias livres, regime que consiste na privação da liberdade por períodos correspondentes a fins de semana. A maioria dos presos que cumpre este regime foi condenada por conduzir sem carta ou alcoolizado.



Mais de 1.100 presos por conduzirem sem carta

Mais de 1.100 reclusos condenados estavam a cumprir, no final de 2013, pena de prisão pelo crime de condução sem habilitação legal, segundo dados dos serviços prisionais.

As estatísticas da DGRSP indicam também que, no final do ano passado, estavam nas prisões portuguesas 211 reclusos condenados por condução de veículo em estado de embriaguez ou sob a influência de estupefacientes ou substâncias psicotrópicas.

Dos 1.129 presos por condução sem habilitação legal, 1.106 eram homens e 16 eram mulheres, tendo todos mais de 21 anos. Há ainda sete homens detidos pelo mesmo crime com idades entre os 19 e os 20 anos.

Dos 211 condenados nas prisões por condução com excesso de álcool ou sob influência de drogas, 209 eram homens e dois eram mulheres.

As estatísticas da DGRSP mostram também que 120 presos condenados estavam a cumprir pena por condução perigosa de veículo rodoviário.

Há 16 reclusos por corrupção

As prisões portuguesas tinham 16 reclusos condenados por corrupção no final de 2013, representando 0,13 por cento do total dos presos condenados em tribunal. Destes, seis estão condenados pelo crime de peculato (apropriação indevida de dinheiros públicos).

As estatísticas sobre os reclusos condenados a 31 de dezembro de 2013 indicam também que dos 16 presos por corrupção, seis são estrangeiros.