João Gouveia, o único sobrevivente do Meco, poderá ter fugido da praia logo após a tragédia, tendo depois regressado para simular uma situação de pré-afogamento.

A acusação consta do pedido de abertura de instrução apresentado pelas famílias das vítimas esta segunda-feira, baseada na análise feita aos documentos fornecidos pela Vodafone à PJ e que detalham quais as antenas ativadas na noite fatídica.

Em causa está o facto dos telemóveis do sobrevivente e de uma das vítimas, Catarina Soares, terem acionado nessa noite, as antenas da Costa da Caparica e de Oeiras Norte, em vez da antena do Meco.

Ao que a TVI apurou, nem a PJ, nem o Procurador da República titular deste caso, fizeram qualquer análise a esta informação que esteja registada no processo. Os documentos que constavam de um CD só foram disponibilizados às famílias das vítimas, mais de um mês depois do despacho de arquivamento e só depois de o terem denunciado publicamente.

No entanto, a questão das localizações celulares é apenas uma das muitas contradições apresentada no pedido de abertura de instrução.

As famílias das vítimas dizem que em causa estão omissões, mentiras, páginas do processo que desapareceram, afirmando mesmo que não restam dúvidas de que se tratou de uma noite de praxe.

Os familiares não hesitam em falar de um dux calculista, dotado de uma frieza aterradora e, por isso, pedem a nulidade do inquérito por falta de constituição de arguido.