A Procuradora-geral da República disse, esta quarta-feira, que não poderia deixar de averiguar os factos graves que têm vindo a público - na sequência da série de reportagens da TVI "O Segredo dos Deuses" - sobre o caso de crianças acolhidas num lar da Igreja Universal do Reino de Deus, que foram irregularmente encaminhadas para adoção.

A auditoria tem por finalidade ver se houve incorreções e irregularidades e retirar as respetivas consequências. Os factos que têm vindo a público são graves e nós não poderíamos deixar de averiguar tudo até ao que conseguirmos saber".

Joana Marques Vidal, que falava no final de uma missa, em Lisboa, em memória das mais de 100 pessoas que morreram nos incêndios deste verão, fazia assim referência ao inquérito que ordenou sobre os procedimentos do Ministério Público, para apurar como foi possível permitir a situação. 

“Este é um inquérito interno, uma auditoria que vai fazer um levantamento de todos os casos existentes, ver quais os procedimentos que o Ministério Público teve, qual o enquadramento legal na altura”, disse Joana Marques Vidal, deixando uma garantia. 

Se houver factos suscetíveis de procedimento disciplinar, e que não tenha prescrito, haverá lugar a isso”.

Sobre o mesmo assunto, o Presidente da República, que também assistiu à cerimonia religiosa, relembrou a nota que divulgou a manifestar o seu "apreço" por o Ministério Público ter decidido abrir uma investigação ao que sucedeu.

A TVI apurou que também a Segurança Social está a averiguar o que terá ocorrido e permitido o esquema de adoções ilegais gerida pela IURD. 

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