Algumas divisões da escola secundária de Barroselas, em Viana do Castelo, ficaram hoje inundadas com o regresso da chuva, devido às infiltrações de água que se fazem sentir no edifício, que aguarda por obras urgentes desde 2011.

Conforme relatou a diretora do agrupamento de escolas de Barroselas, o episódio de hoje, com áreas como a sala de professores, ginásio, biblioteca ou a papelaria alagadas, é apenas mais um, desde janeiro de 2011.

Naquela altura, centenas de alunos decidiram mesmo boicotar as aulas, em protesto precisamente contra a chuva que afirmavam cair, literalmente, no interior da escola.

Situações que agora se registam novamente em Barroselas, depois de uma madrugada de chuva intensa.

«A sala de professores parecia hoje uma cascata. Um bloco da escola está alagado, o que nos preocupa bastante por estarmos só nas primeiras chuvas. E ainda ontem [quinta-feira] tivemos o cuidado de proceder à limpeza das caleiras, para prevenir as inundações, uma vez que se anunciava esta chuva», explicou Maria Teresa Almeida.

Aquela escola foi construída em 1983 mas em trinta anos recebeu apenas «alguns remendos», sendo a zona da cobertura a mais preocupante, em termos de conservação. As obras, classificadas como urgentes, chegaram a estar previstas para a fase IV da Parque Escolar, antes de 2011, mas acabaram por nunca sair do papel com a suspensão daquele programa de requalificação dos edifícios escolares.

Uma avaliação entretanto realizada prevê a necessidade de um investimento de cerca de 300 euros, para corrigir o problema da cobertura da escola. Contudo, continua a aguardar dotação financeira da tutela da Educação.

«É a qualidade do processo educativo que pode ser posta em causa, com a desmotivação dos alunos», explicou ainda a docente, admitindo que esta falta de condições, nomeadamente o frio e a chuva no interior, já levou dezenas de alunos a optarem por sair para outros estabelecimentos de ensino.

A escola é frequentada, no ensino secundário, por 629 alunos, e as inundações de hoje, segundo a direção, não afetaram a atividade letiva, noticia a Lusa.