A forte ondulação deixou três casas inundadas no Bairro 2º Torrão, na Cova do Vapor, e arrastou uma viatura, na Trafaria, segundo várias fontes confirmaram à TVI24.

Não há registo de feridos.

A Polícia Marítima esteve no local, assim como os bombeiros da Trafaria e a Proteção Civil, tentando criar uma barreira de areia para proteger as outras casas, que estiveram em risco durante a tarde.

"A ondulação está muito alta, mas a maré está a baixar e o vento está a reduzir de intensidade. Há casas em risco, mas a situação tende a melhorar", disse João Coelho Gil, capitão do Porto de Lisboa, à TVI24.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Almada revelou que a estrada de acesso à Cova do Vapor vai estar encerrado, tendo sido criado um acesso alternativo para os moradores.

"Amanhã, 2 de março, e logo que as condições do mar o permitam, a Proteção Civil Municipal irá fazer uma nova avaliação dos danos e definir quais as condições necessárias para a reabertura da referida via", lê-se na mesma nota.

Entretanto, a vereadora da Proteção Civil de Almada afirmou que as autoridades vão permanecer vigilantes na aldeia da Cova do Vapor e no Bairro do Segundo Torrão, na Trafaria, já que se prevê nova preia-mar durante a madrugada.

Permanecemos durante todo o dia de hoje e vamos continuar durante o período da noite. Prevê-se forte agitação marítima também durante a noite de hoje, mas já não será tão forte como o pico que aconteceu cerca das 15:00. O vento está a acalmar”, disse Francisca Parreira, em declarações à agência Lusa.

De acordo com a responsável da autarquia do distrito de Setúba estiveram na zona 15 viaturas e 38 operacionais, entre agentes locais da proteção civil, autoridade marítima, bombeiros, funcionários da União de Freguesias da Caparica e Trafaria.

O contingente irá manter-se a monitorizar o território.

A vereadora acrescentou ainda que na Costa da Caparica “não houve registo de ocorrências”.

Segundo Francisca Parreira, a Administração do Porto de Lisboa também esteve nos locais afetados, estando a fazer uma avaliação “dos rombos em toda a pedra na frente ribeirinha e naquelas que foram deslocalizadas com as inundações”.

A responsável disse ainda “não haver confirmação de desalojados”, mas apenas “alguns prejuízos que se estão a avaliar em bens pessoais e habitações”.