Atualizada às 18h38

Quatro pessoas sofreram esta segunda-feira uma intoxicação devido a uma fuga de gás que ocorreu numa sucata na freguesia de Fânzeres, concelho de Gondomar, informou fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) do Porto.

No decorrer do desmantelamento de uma cisterna, os quatro funcionários responsáveis pela operação sofreram uma intoxicação «ligeira», tendo sido transportados ao hospital «por precaução».

O alerta foi dado às 11:22, mas de acordo com fonte do CDOS a situação ficou resolvida perto das 13:50.

«Foram para o hospital apenas por precaução. A situação ficou praticamente resolvida no local», disse, à Lusa, fonte do CDOS do Porto.

No local estiveram elementos dos Bombeiros Voluntários de Gondomar e da Areosa e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

GNR isolou cisterna para avaliar "matéria desconhecida"

A GNR montou um perímetro de segurança, em Paredes, junto a uma cisterna com um gás de origem desconhecida que intoxicou quatro pessoas, confirmou à Lusa aquela autoridade.

Segundo a fonte, estão no local efetivos do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) para tentar identificar a "matéria desconhecida" no interior do «pequeno depósito».

De acordo com a GNR, a cisterna encontra-se numa área sem habitações, na localidade de Aguiar de Sousa, Paredes, na partilha com Fânzeres, Gondomar.

Das quatro pessoas que apresentaram sintomas de intoxicação, alegadamente colaboradores de um operador de resíduos sólidos, só um homem é que foi transportado ao hospital por uma equipa do INEM.

O homem que apresentava sintomas de intoxicação mais acentuados terá, segundo a GNR, tentado fugir, mas foi rapidamente alcançado por militares a cavalo.

O suspeito era o condutor da viatura que transportava a cisterna.

Fonte da proteção civil de Paredes disse à Lusa que a situação de intoxicação terá começado do lado de Gondomar, quando os trabalhadores desmontavam a cisterna numa sucata.

Por razões desconhecidas, o objeto foi posteriormente transportado para o lado de Paredes, alegadamente para ser abandonado num local ermo, onde acabou por ser detetado pelos militares da GNR.