A maioria das 30 crianças entre os 03 e os 10 anos que foram vítimas de gastroenterite com sintomas de intoxicação alimentar, na sexta-feira, na Figueira da Foz, já teve alta, disseram fontes hospitalares.

As 17 crianças, entre os 03 e os 08 anos, que deram entrada no Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), tiveram todas alta para o domicílio, «três durante a noite e as restantes hoje de manhã», refere uma nota das relações públicas daquela unidade hospitalar.

Já fonte do gabinete de comunicação do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) indicou que deram entrada na unidade de saúde 13 crianças entre os 03 e os 10 anos «com vómitos e prostração, provavelmente vítimas de intoxicação», das quais seis ficaram internadas para observação.

«Hoje de manhã estão aparentemente recuperadas. Vão ficar em observação até depois do almoço e, se não houver alterações, têm alta», frisou a fonte do HDFF.

O surto de gastroenterite afetou ainda um adulto, uma mulher de 40 anos, educadora de infância, que integrava o grupo de alunos do 1.º Jardim Escola João de Deus que participava numa atividade comemorativa do Dia Mundial do Animal num centro hípico da freguesia de Quiaios.

Na noite de sexta-feira, a Autoridade de Saúde do Centro apontou os alimentos ingeridos ao almoço como causa de surto de gastroenterites.

«A investigação efetuada até ao momento permite suspeitar dos alimentos ingeridos ao almoço como veículo da doença e os sintomas e tempos de incubação apontam para toxinfeção alimentar coletiva por toxina estafilocócica», referiu, em comunicado enviado à agência Lusa, o Delegado Regional de Saúde do Centro.

De acordo com a nota, encontra-se em curso a investigação epidemiológica, promovida pela autoridade regional de saúde «com o objetivo de identificar o agente, fonte e veículo da doença e interromper a cadeia de transmissão».

Segundo o comunicado, sendo os alimentos ingeridos ao almoço «a principal suspeita de veículo de transmissão» e tendo sua ingestão cessado «não se espera que aumente o número de pessoas em risco».

«A investigação epidemiológica prossegue, centrada na tentativa de colheita de amostras de alimentos, bebidas ou outros produtos ambientais que se venham a revelar suspeitos, bem como de amostras de produtos biológicos para investigação laboratorial», adiantou.