Ainda há dez feridos do incêndio de Pedrógão Grande que continuam internados em hospitais e um numa unidade de cuidados continuados. É o balanço mais recente, feito hoje, pelo gabinete de crise que acompanha a resposta da Saúde.

  • 5 feridos internados no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC)
  • 2 no Hospital Santa Maria (Lisboa)
  • 1 no São João (Porto)
  • 1 num hospital em Valência (Espanha)
  • 2 em fase transitória - uma doente no Hospital de Leiria e um numa unidade de cuidados continuados no Montijo

À agência Lusa, o membro do gabinete de crise da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) António Morais explicou que o ferido que está na unidade de cuidados continuados no Montijo e a doente que se encontra em Leiria estão "em fase transitória".

Ainda na terça-feira, uma criança que estava no Hospital Pediátrico de Coimbra "teve alta".

O bombeiro mais jovem que se encontra no Hospital de Santa Maria também "terá alta em breve, provavelmente esta semana", e a jovem operacional que se encontra hospitalizada em Coimbra "também está em recuperação avançada, mas ainda sem alta prevista".

Já o outro bombeiro de Castanheira de Pera que está internado no Hospital de Santa Maria, pai do jovem operacional que terá alta, e o bombeiro internado no Hospital de São João, são os casos em que a evolução está a ser mais lenta, explicou o membro do gabinete de crise.

De acordo com António Morais, esses dois casos têm um "prognóstico com alguma reserva", necessitando ainda de ventilação. No entanto, a evolução dos dois operacionais é "muito positiva" e "não há nenhum risco de vida".

Um dos casos mais graves foi levado para Espanha para transplantação de pele.

Questionado pela agência Lusa, António Morais frisou ainda que, para além do bombeiro de Castanheira de Pera Gonçalo Conceição, "não houve mais nenhum óbito" de feridos que estavam internados.

Há cerca de um mês, a 6 de julho, eram 19 os feridos que continuavam hospitalizados.

O incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17 de junho provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foi dado como extinto uma semana depois.