O cidadão guineense hospitalizado na Galiza por suspeita de vírus do Ébola, que entrou na Europa através de Lisboa e passou também pelo Porto, afinal não tem esta doença, mas sim malária, revelou à Lusa a Direção Geral da Saúde.

Depois de efetuadas as devidas análises, confirmou-se que o homem está de facto doente, mas com outro problema de sáude, também muito frequente em África. Segundo disse à Lusa a sub-diretora geral da Saúde Graça Freitas, o cidadão está, assim, com malária. 

O paciente, natural da Guiné-Conacri, onde esteve a visitar a família durante cinco meses, chegou à Corunha no último domingo para visitar a mulher, que deu à luz recentemente. Aterrou primeiro em Lisboa, depois seguiude autocarro até ao Porto, onde apanhou o mesmo meio de transporte para Vigo, e finalmente outro para aquela zona da Galiza. Porém, só na terça-feira à tarde foi ao hospital. 

Segundo o jornal La Voz de Galicia, com febre e diarreia há vários dias, o paciente apresentava outros sintomas compatíveis com o vírus do ébola. Cerca de 45 minutos depois de ter dado entrada no hospital foi levantada a possibilidade de se tratar de ébola, pelo que foi ativado o protocolo e o doente transportado esta manhã para o Hospital Meixoeiro, o centro de referência para o controlo desta doença na Galiza. 

Esta manhã, o subdiretor-geral de Informação sobre Saúde e Epidemologia, Xurxo Hervada, e o chefe de Medicina Preventiva do hospital de Vigo, Victor del Campo, informaram que o jovem está consciente, capaz de se mover sem ajuda, e que respondeu bem aos medicamentos antitérmicos e já não tem febre.