O incêndio que lavrou na Sierra de Gata, na província espanhola da Extremadura, foi finalmente estabilizado, depois de o vento ter diminuído de intensidade durante a noite deste sábado. Assim, os bombeiros de Castelo Branco que ajudaram os espanhóis regressaram a casa este domingo. E na hora da partida, os operacionais portugueses receberam uma grande ovação pelo auxílio prestado, como documenta um vídeo partilhado nas redes sociais.

Foram 104 os operacionais portugueses que, apoiados por 32 viaturas, ajudaram a combater as chamas ao lado de mais de 400 efectivos espanhóis, apoiados por 24 aviões e helicópteros e 80 veículos. Os portugueses já foram autorizados a regressar
 
Oito mil hectares de floresta e mato arderam no incêndio que lavra desde quinta-feira nesta serra espanhola, vizinha da portuguesa Serra da Malcata.

O fogo incendiou algumas habitações mais isoladas nos montes, obrigou à retirada de cerca de 3 mil habitantes e à evacuação de 3 parques de campismo.

A entidade extremenha que coordena o combate aos incêndios, o Plano de Luta contra Incêndios Florestais da Extremadura (Plan INFOEX) declarou - hoje de madrugada - como "estabilizado" o incêndio da Serra da Gata, o que permitirá o regresso a suas casas dos desalojados na localidade de Hoyos. Estas pessoas regressarão a suas casas ao longo da manhã.

Como medida de precaução, o comando do INFOEX vai manter o Nível 2 de perigosidade do incêndio, "devido ao risco de reactivação do fogo em algum dos pontos do extenso perímetro do incêndio".

Os meios aéreos vão continuar a descarregar água sobre as zonas afetadas.

Entretanto, a Guarda Civil espanhola informou que foram reabertos todos os acesos por estrada às populações afetadas pelo incêndio.

Portugal respondeu ao pedido de ajuda internacional de Espanha no sábado. O comandante operacional nacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), José Manuel Moura, explicou que existe um acordo bilateral entre Portugal e Espanha que permite a entrada, quer das forças portuguesas quer das forças espanholas em território do outro país, até 15 quilómetros.