O único bailarino português na competição internacional de dança Genée, João Gomes, disse à Lusa que o facto de o concurso decorrer em Lisboa e de haver um coreógrafo português é uma “motivação extra”.

O concurso Genée International Ballet, organizado pela Royal Academy of Dance (RAD) desde 1931, uma das mais prestigiadas competições mundiais de dança, vai realizar-se pela primeira vez em Portugal, estando as semifinais agendadas para quarta e quinta-feira, e a final para sábado.

Em respostas por escrito à agência Lusa, João Gomes, que se trata do segundo português na história a participar na competição, afirmou que haver um coreógrafo português - César Augusto Moniz - significa “uma motivação extra”, da mesma maneira que “o facto de a competição se realizar em Portugal” o faz sentir-se em casa e, por isso, “um pouco mais descontraído”.

De acordo com a RAD, todos os candidatos devem atuar nos dois dias das semifinais, durante os quais vão interpretar peças clássicas, mas também coreografias escolhidas por si e pelos seus professores.

Aluno no Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sánchez, em Leiria, onde também estuda a brasileira Emilia Pascual, que vai igualmente participar no Genée International Ballet, João Gomes, de 15 anos, explica que para esta competição se prepara como para qualquer outra: “Não trabalhei só para vir a este concurso. É uma vida muito dura, exige muito esforço e é preciso gostar-se muito do que se faz. Durante o ano tenho aulas de segunda a sábado, sendo que durante a semana treino cerca de cinco horas e ao sábado cerca de nove horas. Quando há ensaios e apresentações acresce todo esse tempo de preparação”.

Inscrito no conservatório desde os sete anos, João Gomes, tem noção de que “há muitas pessoas de escolas e companhias inglesas de olhos postos nesta competição e por isso podem-se abrir portas bastante interessantes”.

Por seu lado, a professora Diana Leitão realça que “este concurso pode ser uma i