O presidente do Instituto de Medicina Legal, Francisco Brízida Martins, disse esta quarta-feira, em Coimbra, que inspetores da Scotland Yard demonstraram vontade em realizar novas análises às provas recolhidas, no âmbito do caso Madeleine McCann.

A Scotland Yard «demonstrou vontade de [fazer] novas análises», estando em aberto a possibilidade de estas serem realizadas em Inglaterra ou novamente no Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), contou Francisco Brízida Martins, após uma reunião de três horas com cinco elementos da polícia britânica, dois dos quais, especialistas em genética.

Essas análises teriam de ser feitas «no âmbito da cooperação» entre as autoridades portuguesas e inglesas e com a entrega de nova carta rogatória, explicou o responsável do INML, sublinhando que, apesar de alguns vestígios poderem não estar em condições para análise, «hoje», com a evolução tecnológica, «consegue-se ir mais longe do que há alguns anos».

Os elementos da Scotland Yard, que estão a desenvolver uma investigação paralela à das autoridades portugueses, «pretendiam esclarecer os procedimentos nos exames de genética e biologia», realizados no INML em 2007, referiu. «Houve um reconhecimento pelo trabalho do instituto», estando o INML «disponível para a realização de novos exames», avançou.

O encontro entre a polícia britânica e o instituto começou por volta das 10:30, em Coimbra, e terminou às 13:30.

O encarregado de coordenar a investigação da Scotland Yard no caso Madeleine McCann, Andy Redwood, recusou-se a tecer qualquer comentário sobre a reunião com os membros do Instituto de Medicina Legal.

Inspetores da Scotland Yard estiveram reunidos, na terça-feira, com a PJ, em Faro, três meses após as últimas inquirições no âmbito do caso Madeleine McCann.

A polícia britânica terá estado a preparar novas inquirições a suspeitos no âmbito deste processo, depois de, em julho, terem interrogado quatro arguidos e uma dezena de testemunhas.