É preciso reforçar a fiscalização e controlo sobre os horários dos médicos e outros profissionais do Serviço Nacional de Saúde. O alerta é da Inspeção Geral das Atividades de Saúde e surge na sequência de várias queixas apresentadas por utentes, avança a TSF.

Em causa estão acumulações fraudulentas ou indevidas de funções, sobretudo de médicos que trabalham no público e no privado ao mesmo tempo. Só em 2015 foram detetados 15 profissionais a trabalhar ilegalmente nos dois sítios. Ou seja, estavam a trabalhar no serviço privado, na mesma hora em que deviam estar no SNS.

14 médicos e 1 enfermeiro tiveram que devolver 154 mil euros ao estado em ordenados recebidos de forma indevida.

Em entrevista à TSF, a Inspetora Geral de Saúde, Leonor Furtado adianta ainda que a maioria das queixas dos utentes está relacionada com os tempos de espera nas consultas e com os atrasos dos médicos.