O insecam.com é uma nova página na Internet que publica, em tempo real, as gravações de  276 câmaras de vigilância localizadas em Portugal, e mais de 73 mil um pouco por todo o mundo.

Registado na Rússia, este website acede ilegalmente a vídeos de segurança que vão desde habitações particulares, a pequenos negócios ou até mesmo centros comerciais, e disponibiliza-os para toda a comunidade que os deseje observar.

Tomemos como exemplo as filmagens de uma câmara de vigilância em Algés, disponível no site, a que a TVI teve acesso esta manhã.

 
No próprio Insecam pode ler-se a forma através do qual é conseguido o acesso às gravações.
  

«Por vezes os administradores (possivelmente também você) esquecem-se de alterar a senha padrão, como ‘admin:admin’ ou ‘admin:12345’ nos sistemas de vigilância, câmara online ou DVR. Essas câmaras estão disponíveis para todos os utilizadores da Internet. Aqui você pode ver milhares dessas câmaras localizadas em cafés, lojas, centros comerciais, fábricas, e até mesmo quartos de todos os países do mundo. Para aceder às câmaras pelo mundo, apenas selecione o país ou tipo de câmara».


Qual a explicação dos criadores para tal atentado à vida privada das pessoas? Mostrar a importância das configurações de segurança, e alertar os utilizadores para a facilidade de acesso às imagens, dizendo ainda que «para remover a câmara pública do website e torná-la privada, basta mudar a password».
 
As imagens portuguesas divulgadas não são apenas de Lisboa, mas de câmaras de norte a sul d o país e até mesmo nas ilhas.


Na lateral esquerda da página aparece uma coluna com os países ordenados pelo número de câmaras disponíveis. No top 5 aparecem os Estados Unidos (11046), República da Coreia (6536), China (4770), México(3359) e França(3285).

É ainda possível partilhar as imagens nas redes sociais, desde o Twitter ao Facebook e Pinterest.

Como avança a edição de hoje do Diário de Notícias, esta divulgação de imagens sem autorização dos donos é ilegal, mas a Polícia Judiciária não pode investigar uma vez que a empresa que comete esta ilegalidade está sediada na Rússia. A melhor solução para já é mesmo alterar a palavra pass.