O Ministério Público pediu esta sexta-feira a condenação de Jaime Giménez Arbe, «O solitário», no processo em que é acusado de injúria agravada a guardas prisionais, cuja sentença do julgamento foi marcada para o dia 20 de Março.

Para a procuradora, as expressões injuriosas foram «provadas inteiramente» em tribunal.

Já a advogada de Jaime Giménez Arbe, Lígia Borbinha, pediu a absolvição do seu constituinte, adiantando que tem sido montada uma campanha para fazer crer que «O Solitário» é uma pessoa violenta. «Ele não é violento. Tem apenas lutado pelos seus direitos, denunciando várias violações» no Estabelecimento Prisional de Monsanto, referiu.

O cidadão espanhol, condenado pelo Tribunal da Figueira da Foz a sete anos e meio de prisão, pelos crimes de roubo agravado na forma tentada e detenção de armas proibidas, entre outros ilícitos, está a ser julgado, em Lisboa, por dois crimes de injúria agravada alegadamente cometidos contra dois guardas prisionais do Estabelecimento Prisional de Monsanto.

As alegações finais deste processo foram feitas hoje depois da audição de três testemunhas de defesa, entre as quais Marcus Fernandes - recluso do Estabelecimento Prisional de Monsanto condenado pela morte de dois polícias na Amadora -, e de um dos guardas prisionais.

Este julgamento decorre nas Varas Criminais na Rua Pinheiro Chagas, em Lisboa.

Jaime Giménez Arbe foi também condenado a 47 anos de prisão em Espanha pelo homicídio de dois guardas civis.