A avaliação dos alunos durante a formação contínua, sobretudo em comparação com as notas dos exames nacionais, permite aferir os critérios de avaliação utilizados pelos professores e a maior ou menor exigência na atribuição de notas. Os desvios nas avaliações vão ser analisados através de uma inspeção do Ministério da Educação e da Ciência.

Segundo os dados do MEC, que são divulgados esta segunda-feira pelo jornal «Público», há 24 escolas que dão sistematicamente notas acima do esperado. Isso acontece, sobretudo, no Norte do país. E outras 29 foram mais exigentes do que a média (sobretudo na região da grande Lisboa).

O portal InfoEscolas, lançado na semana passada pela tutela, apresenta estatísticas do período 2009-2013 para 570 escolas do país. Por comparação, cada escola conseguirá perceber melhor o seu grau de exigência e se será, ou não, necessário ajustá-lo.

Ao «Público», o ministério explicou, por escrito, que «é importante prestar atenção a todos os casos extremos». E é por isso que as ações inspetivas vão atuar, no terreno, fazendo as necessárias recomendações.

Muitos diretores reagiram, discordando do indicador do ministério de escolas «desalinhadas para cima ou para baixo». Outros, por outro lado, entendem que será útil para reflexões internas.

A lista das escolas desalinhadas para cima inclui, no top 5, o Colégio Luso-Francês (Porto), O Colégio D. Duarte (Porto), o Externato Ellen Key (Porto), o Externato Ribadouro (Porto), o Externato Camões (Gondomar). Entre as escolas desalinhadas para baixo estão a Escola Secundária Pedro V, em Lisboa, a ES do Restelo, também em Lisboa, a ES Damião de Goes (Alenquer), a ES São João do Estoril (Cascais), e a ET Liceal Salesiana De Santo António, também em Cascais.