Cerca de 73.000 embalagens de uma lista de 236 medicamentos deverão ser doadas ao longo deste ano a São Tomé e Príncipe, na sequência de um acordo estabelecido entre diversas entidades da área da saúde em Portugal e o Governo são-tomense.

A ideia do protocolo surgiu em dezembro, após a tomada de posse do novo Governo são-tomense, que solicitou a Portugal, através do Infarmed, «apoio para viabilizar uma doação de medicamentos destinados ao Hospital Central Dr. Aires de Menezes», em São Tomé e Príncipe, disse à agência Lusa fonte da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

De acordo com a mesma fonte, «a doação em apreço respeita apenas a medicamentos a doar pela indústria farmacêutica», mas «o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe anexou uma lista de outros materiais hospitalares que, porventura, podem fazer parte do portfolio de algum dos laboratórios doadores».

Em termos de medicamentos, as necessidades, para um ano, são de cerca de 73.000 embalagens de uma lista de 236 medicamentos, «às quais a indústria farmacêutica nacional procurará responder», adiantou o Infarmed, acrescentando que «os doadores preveem enviar um primeiro contentor para São Tomé e Príncipe no final de fevereiro».

O transporte marítimo para o país, bem como o desalfandegamento e distribuição de medicamentos vão ficar a cargo do Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe, sendo o principal ponto de armazenamento e distribuição o Hospital Central Dr. Aires de Menezes, de onde os medicamentos devem partir para suprir carências detetadas nos hospitais públicos do país.

O protocolo de cooperação, assinado no passado dia 15, envolveu o Embaixador de São Tomé e Príncipe em Portugal, Luís Guilherme de Oliveira Viegas, em representação do Governo do seu país, o Infarmed, a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), a Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (Apogen) e a empresa de distribuição de medicamentos Grupo Rangel.