Mais de 12.300 notificações de reações adversas a medicamentos chegaram, nos últimos cinco anos, ao organismo que regula o setor, o Infarmed. Os cidadãos fizeram apenas 8% das participações, o que quer dizer que poderão ser muitas mais.

Nos primeiros nove meses deste ano registaram-se 4.200 notificações de reações adversas, das quais 1.924 oriundas de profissionais de saúde e utentes e 2.274 da indústria.

Desde 2012, altura em que o cidadão passou a poder notificar as reações adversas a medicamentos, foram participadas ao Infarmed 12.326. Porém, “apenas oito por cento (982) provêm do cidadão”, segundo o Infarmed.

Estes dados indiciam subnotificação de reações adversas em Portugal pela população”.

Só no ano passado foram notificadas 5.698 reações adversas a medicamentos, mais de 4.400 consideradas graves. Os dados de 2015 são semelhantes, com 5.690 reações notificadas.

Em termos nacionais, das cerca de 5.700 reações adversas a medicamentos registadas, mais de 2.700 foram notificadas pela própria indústria e mais de 2.900 pelos profissionais de saúde e também por utentes.

O Infarmed está a realizar uma campanha para “sensibilizar a população e os profissionais de saúde para a importância da notificação de suspeitas de reações adversas a medicamentos”.