Os genéricos têm uma percentagem de reações graves idênticas às dos medicamentos de marca, segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), que esta terça-feira divulgou que, entre 2013 e 2015 se contabilizaram mais de 6.800 efeitos adversos de fármacos, no geral.

Profissionais e utentes reportaram, ao certo, nos últimos três anos, 6.854 reações adversas a medicamentos, sendo as dos genéricos 1.221, 17,8% do universo total.

“A frequência de reações adversas graves – em comparação com as não graves – é idêntica no caso dos genéricos (53,6%) e no total dos medicamentos (56,3%)”

Dos medicamentos genéricos analisados pelas autoridades, apenas 1,5% foram retirados do mercado devido a não-conformidades, uma percentagem igual à verificada no mercado global. Para a Autoridade do Medicamento, estes dados atestam a qualidade dos medicamentos mais baratos, que já representam metade do total de venda de remédios.

“Não se justifica a existência de qualquer dúvida em relação aos genéricos disponíveis em Portugal”.

Dados mais globais mostram que, desde 2004 até junho deste ano, foram analisados, pelo Laboratório do Infarmed, 12.340 medicamentos e produtos de saúde, 2.287 deles eram genéricos (cerca de metade dos que se encontram no mercado).

Ainda assim, nota a Lusa, estas análises da Autoridade do Medicamento são apenas uma parte do sistema de supervisão de qualidade e segurança, havendo inspeções a todo o circuito do medicamento, farmacovigilância e controlo laboratorial.