Os trabalhadores da saúde cumprem na sexta-feira uma greve nacional de 24 horas no que dizem ser uma resposta “à ofensiva do governo contra o Serviço Nacional de Saúde” e seus profissionais, apelando à compreensão dos utentes.

Numa conferência de imprensa hoje em Lisboa, a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais considerou que esta greve tem como principal objetivo a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), esperando por isso contar com a compreensão da população.

Auxiliares, administrativos, técnicos de diagnóstico e terapêutica e profissionais do INEM são os trabalhadores que aderem à greve, que deverá afetar vários serviços, como cirurgias programadas ou consultas, embora o pré-aviso também contemple enfermeiros e médicos que queiram aderir à paralisação.

O Sindicato contesta a municipalização dos cuidados de saúde primários, a entrega de hospitais do SNS às Misericórdias e exigem ainda uma discussão pública e alargada sobre o serviço público de saúde para que “não se volte a assistir a dezenas de pessoas nos corredores dos hospitais”, como no último inverno.

“Temos a perspetiva de que será uma greve bastante participada por parte de todos os profissionais de saúde”, estimou Luís Pesca, dirigente da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas.

Entre as exigências que motivaram a greve estão ainda a reposição das 35 horas de trabalho semanal para os profissionais, a criação da carreira de técnico auxiliar de saúde

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas vai entregar na terça-feira um pré-aviso de greve nacional de 24 horas dos trabalhadores da saúde para o dia 15 de maio.

Segundo o dirigente sindical Luís Pesca, esta foi uma das decisões já tomadas pelos trabalhadores que estão desde as 15:00 concentrados na entrada do Ministério da Saúde, em Lisboa.

Entre as exigências que motivam a marcação da greve está a reposição das 35 horas de trabalho semanal, a criação de carreira de técnico auxiliar de saúde, a criação do suplemento de risco, penosidade e insalubridade e a valorização das carreiras de técnico de diagnóstico e terapêutica e técnico superior de saúde.

Na conferência de imprensa, Luís Pesca sublinhou ainda “a debandada de profissionais” a que se tem assistido no SNS, estimando que atualmente o défice de auxiliares de saúde no serviço público seja à volta de cinco mil profissionais.