Portugal já tem mais de mil desfibrilhadores disponíveis em locais públicos, como aeroportos, centros comerciais ou hipermercados, segundo uma nota esta sexta-feira divulgada pelo INEM.

Cabe ao Instituto Nacional de Emergência Médica licenciar estes desfibrilhadores automáticos externos, que desde setembro passaram mesmo a ser obrigatórios em vários locais públicos, como estabelecimentos comerciais de dimensão relevante, aeroportos, estações ferroviárias ou recintos desportivos e de lazer com lotação superior a cinco mil pessoas.

A utilização de desfibrilhadores em espaços públicos tem regras definidas desde 2009, cabendo sempre ao INEM licenciar a sua utilização, bem como promover a adesão de mais empresas e instituições.

Segundo um balanço divulgado hoje em comunicado, existem atualmente em Portugal 1.006 desfibrilhadores distribuídos por 867 espaços públicos e por ambulâncias tripuladas por pessoal que não pertence ao INEM.

Os desfibrilhadores chegaram já a 21 estabelecimentos de ensino, a mais de 200 estabelecimentos comerciais com área superior a 2.000 metros quadrados e a 144 áreas comerciais com mais de 8.000 metros quadrados.

Há também desfibrilhadores automáticos em quase 140 recintos desportivos ou de lazer, em 14 instalações bancárias, em seis aeroportos ou portos comerciais, em 40 aeronaves e ainda numa dezena de embarcações.

No total de todos os espaços há mais de 10 mil operacionais preparados para usar os desfibrilhadores.

Estes desfibrilhadores automáticos externos (DAE) são portáteis e permitem, através de elétrodos postos no tórax de uma vítima em paragem cardíaca, analisar o ritmo do coração e recomendar ou mão um choque elétrico.