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Médicos e enfermeiros do INEM voltam a helicóptero de Santa Comba Dão

Secretário de Estado Adjunto e da Saúde garante que acontecerá a 9 de Agosto

Por: tvi24  |  2- 8- 2010  22: 11

INEM

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A partir de 9 de Agosto, os médicos e enfermeiros da região Centro voltarão a integrar as escalas do helicóptero do INEM de Santa Comba Dão, garantiu esta segunda-feira o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, noticia a Lusa.

Após cerca de três horas de reunião, Governo, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e representantes dos médicos e enfermeiros chegaram ao fim do braço de ferro mantido nos últimos dias, que resultou na indisponibilidade dos profissionais para integrarem as escalas do helicóptero de Santa Comba Dão no mês de Agosto.

No final do encontro, Manuel Pizarro, visivelmente satisfeito pelo «clima de forte cooperação», garantiu que todos os helicópteros do INEM manterão «a sua plena operacionalidade», tendo os problemas levantados pelos profissionais sido discutidos.

«O helicóptero de Santa Comba Dão esteve sempre em funcionamento e até ao dia 9 de Agosto a escala está feita com médicos e enfermeiros que vão do Norte. A partir de dia 9, os enfermeiros e médicos da região Centro voltarão a estar integrados nessa escala», afirmou o secretário de Estado.

Manuel Pizarro avançou ainda que «os pagamentos em atraso até ao mês de Maio serão feitos nos próximos dias» e no mês de Setembro toda a situação será regularizada.

«Ficamos de trabalhar no domínio do pagamento de subsídio de transporte, porque aqui a dificuldade é nós encontrarmos um quadro que seja igual para todos os profissionais em todo o país», disse o governante, acrescentando que «o que acontece é que os profissionais das outras delegações regionais não têm esse subsídio de transporte», sendo, por isso, necessário encontrar uma solução que trate o conjunto de profissionais de forma igual.

Vítor Almeida, da Associação Portuguesa de Médicos de Emergência (APME), disse, no final do encontro, que a questão essencial «é um problema estrutural e histórico do INEM» que se prende com ser «uma casa que não tem médicos no seu quadro» e por isso «vive» dos médicos de hospitais, essencialmente.

«O acordo a que chegamos é que, nos respectivos hospitais, os profissionais possam ser libertados para fazerem este serviço», revelou Vítor Almeida, acrescentando que foi um «diálogo fácil».

Marcada reunião

O responsável recordou ainda que os médicos não se recusaram a trabalhar no helicóptero de Santa Comba Dão, mas alertaram que «havia médicos na equipa que estavam indisponíveis para trabalhar dentro da estrutura» como ela estava a funcionar então.

«Nunca os médicos disseram que iam deixar de trabalhar. Nós nunca tivemos exigências, quisemos é ser ouvidos, e isso aconteceu», sublinhou.

O coordenador nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, José Carlos Martins, afirmou que houve «questões de operacionalidade do helicóptero que foram resolvidas», que se prendiam com a carga e com os meios materiais e técnicos.

«Está perspectivada uma reunião para a primeira quinzena de Setembro para começarmos a reflectir uma solução no que diz respeito ao subsídio de deslocação. Em Outubro, uma nova reunião para discutir as questões remuneratórias», afirmou José Carlos Martins.

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