O julgamento de um caso de roubo foi adiado nesta terça-feira em Ansião porque o Estabelecimento Prisional de Leiria não tinha carrinha celular disponível para o transporte de um dos três arguidos.

As Relações Públicas da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais garantiram à Lusa que a situação é «absolutamente fortuita e decorre do facto de um julgamento que deveria ter terminado ontem ter sido alongado para o dia de hoje, obrigando a alterações inesperadas na escala de deslocação».

A entidade esclarece ainda que «o Estabelecimento Prisional de Leiria tem afetas cinco viaturas celulares, uma das quais nova», mas «faz milhares de diligências/ano e serve 36 comarcas geograficamente dispersas, sendo as ocorrências deste tipo excecionais».

O Conselho Superior da Magistratura (CSM) explicou também à Lusa que o adiamento do julgamento, a realizar por um tribunal coletivo, «se deveu à impossibilidade de o Estabelecimento Prisional de Leiria fazer comparecer o detido». O CSM adiantou que foi transmitido ao Tribunal Judicial de Ansião, no distrito de Leiria, que «tal impossibilidade se devia ao facto de o estabelecimento ter apenas uma carrinha celular disponível, mas que esta iria deslocar um preso para a continuação de um julgamento noutra comarca».

O julgamento de três homens suspeitos de terem cometido um crime de roubo, alegadamente encomendado por um deles, de que foi vítima a mulher de um empresário em junho do ano passado, estava previsto iniciar-se às 09:30.

Segundo o Ministério Público (MP), na manhã de 20 de junho de 2013, dois dos arguidos introduziram-se na casa da vítima «com a intenção de, pelo uso da força, da violência e de armas de fogo, obrigarem a proprietária a entregar-lhes tudo quanto possuísse de valor» e terão roubado artigos e dinheiro, no valor de cerca de 18 mil euros, colocando-se em fuga numa viatura que, pouco depois do roubo, foi alcançada pela GNR junto ao acesso à A1, em Pombal.

O MP sustenta que o roubo foi feito «a pedido e em conluio» com um terceiro arguido, residente em Pombal, que «expressamente os contactou e contratou para praticarem aquele crime».

Aos três arguidos, o MP imputa um crime de roubo agravado e um crime de sequestro. Um deles é ainda acusado de um crime de detenção de arma proibida, enquanto o alegado mandante do roubo responde, também, por simulação de crime.