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Nacionalistas e indignados em confrontos

Nacionalistas lancaram um very light, que levou à actuação da polícia

Por: Redacção  |  21- 1- 2012  16: 32

Manifestação de indignados em Lisboa (PAULO CORDEIRO/LUSA)

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Notícia actualizada às 17:15

Cerca de mil pessoas marchavam na tarde deste sábado pelas ruas de Lisboa para mostrar indignação contra as políticas do Governo, num protesto organizado pela Plataforma 15 de Outubro, em que se registaram confrontos.

A manifestação ficou marcada por confrontos no início do protesto entre um grupo do Movimento da Oposição Nacional, que na rede social Facebook se identifica como nacionalista, e os restantes manifestantes.

Elementos do Movimento lançaram um very light, o que causou alguma confusão entre os manifestantes, levando à intervenção da polícia.

Elementos dos dois grupos envolveram-se depois em confrontos físicos, que se prolongaram por alguns minutos, até à intervenção da polícia.

Já depois de os dois grupos serem separados, um manifestante subiu para o cimo de uma paragem de autocarro e incendiou uma bandeira do Movimento da Oposição Nacional.

Alguns elementos do Movimento chegaram ainda a integrar a manifestação rodeados por uma «caixa de segurança» feita pelo Corpo de Intervenção da PSP, mas a meio do percurso foram retirados pelas autoridades.

«Suspensão imediata da dívida»

A manifestação teve início perto das 16:00, no Marquês de Pombal, e termina no largo em frente da Assembleia da República, onde será feita uma assembleia popular.

A Plataforma 15 de Outubro exige «a suspensão imediata da dívida» e está na rua para dizer «Basta!» de cortes na saúde e na educação, de austeridade, de pobreza e de fome, disse à Agência Lusa Filipa Roque, da organização.

Os manifestantes estão também a protestar contra o acordo de concertação social assinado esta semana, que consideram um «verdadeiro ataque» aos direitos laborais dos portugueses, adiantou.

Outros movimentos associaram-se à manifestação, como a Comissão dos Utentes da Via do Infante e professores.

«Esta dívida não é nossa»

Ao som de bombos, gritam «Espanha, Grécia, Irlanda e Portugal, a nossa luta é internacional» e «Fora, fora já daqui, a fome a miséria e o FMI».

Os manifestantes brandem cartazes com inscrições como «Esta dívida não é nossa», «Não somos lixo - protesto dos professores», «35 mil contra a precariedade» e «Má gestão das contas = prisão».

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