Deputados da Assembleia da República e a presidência da Câmara Municipal de Albufeira manifestaram esta segunda-feira a intenção de tudo fazer para que, até ao fim deste ano, os particulares afetados pelas cheias na cidade possam ser indemnizados.

Um grupo de deputados da Comissão Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local visitou Albufeira para se inteirar da situação depois da intempérie ocorrida em Albufeira a 01 de novembro.

“O fundo de emergência para ajudar a resolver estas situações está em marcha”, disse o presidente da comissão parlamentar, Pedro Soares, acrescentando ser “fundamental que [os particulares] conseguissem recuperar os seus comércios até ao Ano Novo”.

O presidente da Câmara de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, disse esperar "que a devolução de dinheiro para cobertura de danos seja rápida" e indicou que isso será possível de fazer nas próximas “uma, duas ou três semanas”.

A região do Algarve foi fustigada no dia 01 de novembro por chuvas intensas que provocaram inundações em vários concelhos, nomeadamente em Loulé, Albufeira, Portimão, Olhão e Silves.

O caso mais problemático ocorreu em Albufeira, onde a Proteção Civil teve de retirar pessoas de habitações e estabelecimentos comerciais inundados.

Carlos Silva e Sousa assegurou que “a obra pública” estará pronta a tempo do período de férias do Natal.

“Vamos ter aqui um grande fim do ano”, disse o presidente da Câmara de Albufeira, acrescentando que tem “notas positivas” quanto à estimativa de reservas dos turistas.

No centro da cidade de Albufeira, a água atingiu cerca de 1,80 metros de altura, provocando milhões de euros de prejuízos, segundo as autoridades, sendo que muitos dos comerciantes não tinham seguros.

As cheias provocaram também alguns desalojados em Albufeira.

Os números provisórios indicados por Silva e Sousa dão conta, no âmbito da resolução dos problemas causados pela inundação, da necessidade de um milhão de euros para realizar obras públicas, tendo sido pedido às companhias de seguros cerca de 14 milhões de euros.

Por outro lado, a parte não coberta pelas seguradoras ascende a cerca de 3,6 milhões de euros.

"O que constatamos é que a Câmara Municipal [de Albufeira] e o seu presidente têm feito um esforço enorme para procurar minimizar os estragos e recuperar os espaços públicos afetados", afirmou Pedro Soares.