A concentração de meios em três incêndios registados na zona de Cantanhede, provocou uma saturação no Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) às 23:30 de sexta-feira, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

De acordo com o oficial de operações e de emergência, Pedro Araújo, registou-se uma falha no sistema nessa zona do distrito de Coimbra, que melhorou já perto da meia-noite.

Sete incêndios estavam ativos no território nacional às 09:00 de sábado, mas Abrantes, Alvaiázere, Mealhada e Cantanhede reuniam o maior número de meios nos terreno.

Um dos dois incêndios florestais que ao início da tarde de sexta-feira deflagraram no concelho de Cantanhede, distrito de Coimbra, está dominado e o outro continua ativo, mas o combate às chamas está a evoluir favoravelmente.

O fogo que eclodiu pelas 14:50 de sexta-feira, na zona de Portunhos, em área de floresta e de povoamento rural, que se estendeu aos concelhos de Montemor-o-Velho e de Coimbra, continua ativo, mas “está ceder aos meios [de combate] que estão no terreno”, disse à agência Lusa, no local, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

O governante não quis referir-se a “questões operacionais” remetendo-as para a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

“No entanto, vou daqui um pouco mais tranquilo, o incêndio está a ceder aos meios que estão no terreno, o que é bom para todos nós”, declarou.

“O importante é que os cidadãos estão bem, neste momento, não temos situações de perigo nem de risco e estamos a trabalhar para que isto termine rapidamente”, acrescentou Jorge Gomes, que esta noite se deslocou ao posto de comando de combate ao incêndio, situado em Portela, no concelho de Montemor-o-Velho (distrito de Coimbra).

Manuel Machado, presidente da Câmara de Coimbra, disse que “a mensagem que nesta altura se pode transmitir é a de confiança”.

Também “de preocupação, naturalmente, porque há um problema, mas todos os meios operacionais estão no terreno a intervir com eficácia e eficiência. Penso que as coisas vão correr bem”.

O autarca adiantou que Coimbra mantém ativado o Plano de Emergência Municipal, acionados às 19:40 de sexta-feira, “porque pode haver reacendimentos, pode haver surpresas”.

O presidente de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, adiantou que no seu município estão em curso “medidas de rescaldo” e “contenção periférica com máquinas de rastos a atuarem no terreno” junto à povoação de Portela, para que durante o dia de sábado “não haja surpresas”.

Na sequência deste incêndio, além de Coimbra, também Cantanhede ativou o Plano de Emergência de Proteção Civil.

O mesmo fogo obrigou ao encerramento da autoestrada que liga Coimbra à Figueira da Foz (A 14), no lanço entre o nó de Coimbra Norte (de acesso a esta cidade e ao IP3) e o nó de Santa Eulália, no concelho da Figueira, de acesso a Montemor-o-Velho, situação que se mantinha pela 01:30, de acordo com fonte da GNR.

A mesma fonte disse que a estrada nacional que liga aquelas duas cidades (N 111) e que também esteve interdita, durante sexta-feira, nalguns troços, foi reaberta à circulação pelas 23:00.

De acordo com a página da Proteção Civil na internet, pelas 02:00, o combate a este incêndio, que mantinha uma frente ativa em povoamento florestal, mobilizava 341 operacionais, apoiados por 99 viaturas.

O fogo que deflagrou, pelas 13:30 de sexta-feira, igualmente numa mancha florestal do concelho de Cantanhede, na freguesia de Sepins e Bolho, foi dominado pelas 23:00, mas de acordo com a ANPC, pelas 01:20 de hoje, mantinham-se no local cerca de 120 operacionais e perto de quatro dezenas de viaturas.