A Proteção Civil apelou às pessoas que estão na zona entre Silves e São Bartolomeu de Messines e a sul de São Marcos da Serra para não saírem de casa devido ao fumo intenso que se faz sentir do incêndio de Monchique.

As autoridades pedem para que as pessoas mantenham a calma, fechem janelas e portas e que se mantenham em zonas seguras, numa altura em que o incêndio está numa fase "muito complexa".

Em comunicado divulgado na terça-feira, também a Guarda Nacional Republicana (GNR) apelou à população para que obedeça às indicações e orientações das autoridades em caso de evacuação, devido aos incêndios.

Em caso de evacuação preventiva, por indicação das autoridades, as pessoas devem cumprir com as instruções dadas e não devem nunca voltar atrás, para uma área já evacuada. Devem manter a calma, auxiliar crianças, idosos ou familiares com limitações de mobilidade e levar os seus animais de companhia. Não devem perder tempo a recolher objetos desnecessários e, se possível, deixar acesas as luzes exteriores da habitação”, refere o comunicado.

Quanto à circulação rodoviária, a GNR pediu igualmente para que as suas ordens sejam respeitadas.

Importa respeitar e seguir as instruções da GNR e nunca adotar comportamentos de risco, como inverter o sentido de marcha nas autoestradas. As situações de emergência ocorrem inesperadamente, como a aproximação do fogo ou a perda de visibilidade devido ao fumo. Nessas situações, os condutores devem manter a calma, acionar as luzes de perigo e imobilizar os veículos a uma distância segura da fonte de perigo”, adverte a GNR.

De imediato, os condutores devem comunicar com as autoridades através do 112 e deixar a berma livre para que os veículos de emergência possam circular.

O incêndio rural deflagrou na sexta-feira à tarde em Monchique, no distrito de Faro, e alastrou-se aos concelhos vizinhos de Portimão e de Silves, onde hoje está a lavrar com intensidade e às portas daquela cidade algarvia.

Segundo um balanço feito hoje de manhã, há 32 feridos, um dos quais em estado grave (uma idosa internada em Lisboa), e 181 pessoas mantêm-se deslocadas, depois da evacuação de várias localidades.

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas já consumiram mais de 21.300 hectares. Em 2003, um grande incêndio destruiu cerca de 41 mil hectares nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

Na terça-feira, ao quinto dia de incêndio, as operações passaram a ter coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil, depois de terem estado sob a gestão do comando distrital.