A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de mais dois suspeitos de fogo posto. Agora nos concelhos de Valpaços e Vila Real, o que elevou para 65 os detidos este ano pelo crime de incêndio florestal.

Em Valpaços, a PJ, através da Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real, deteve uma mulher de 43 anos suspeita de ter ateado um incêndio a 2 de julho numa área florestal.

Segundo explicou a Judiciária, em comunicado, este fogo “consumiu uma área florestal constituída maioritariamente por cedros”.

Já em Vila Real, a PJ deteve um pastor de 53 anos por estar “fortemente indiciado” pela prática do crime de incêndio florestal, na serra do Alvão.

Este fogo, que deflagrou em pleno inverno, a 17 de janeiro, queimou cerca de 250 hectares de mato e pinheiro bravo de regeneração natural e colocou em perigo as habitações da aldeia de Cravelas. Nesta detenção, a PJ contou com a colaboração do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA), da GNR de Vila Real.

Os dois suspeitos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação.

Já hoje tinha sido anunciado que a PJ deteve um agricultor de 49 anos, com antecedentes criminais, que é suspeito de ter ateado dois incêndios florestais na terça-feira, no concelho de Resende, no distrito de Viseu.

Em comunicado, a PJ referiu que o homem já tinha sido detido pelo mesmo tipo de crime no ano passado e que "terá ateado estes fogos com recurso a fósforos quando circulava num ciclomotor".

Segundo a PJ, a detenção foi o culminar de diligências desenvolvidas "na sequência da deflagração de incêndios em zona florestal, contígua a zona urbana, na localidade de Ramires".

"Este concelho tem sido, reiteradamente, um dos mais fustigados em número de ocorrências florestais do distrito de Viseu", refere.

Estes incêndios "só não consumiram uma vasta área florestal porque foram de imediato combatidos", mas colocaram em risco "habitações existentes nas proximidades", acrescenta.