A população do concelho de Viana do Castelo, fustigado por vários incêndios florestais, encheu esta terça-feira o quartel dos Bombeiros Voluntários do concelho, em pleno centro da cidade.

“É inacreditável. Estou comovido e sensibilizado com o apoio das pessoas que até nem têm o fogo à porta e vêm ajudar quem está a combater as chamas”

O presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, Luciano Moure, salientou à Lusa terem sido dezenas as pessoas que, ao longo do dia, se deslocaram àquele espaço para deixar mantimentos, como paletes de garrafas de água, fruta, bolachas, leite, entre outros géneros alimentares que a corporação irá distribuir também pelos bombeiros municipais, constatou a agência de notícias. 

Os apoios vêm da sociedade civil, de empresas, super e hipermercados, restaurantes fast-food, que querem dar “o mínimo de conforto aos operacionais no terreno há vários dias”.

Maria Neves, de 51 anos, residente na freguesia da Areosa, disse à Lusa que “nem que fosse o último dinheiro que tivesse, dava apoio aos bombeiros". "Nem que não tivesse nada para comer, mas não faltava com nada aos bombeiros”, acrescentou.

Patrícia Pinto, de 21 anos, natural de Viana do Castelo, mas a residir no estrangeiro, também fez questão de deixar mantimentos por entender o momento muito complicado que os soldados da paz estão a enfrentar no combate às chamas.

Os bombeiros voluntários de Viana do Castelo são uma de duas corporações instaladas no concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, disse hoje à Lusa que pelas 17:00 havia sete “fogos críticos” a afetar quase todo o concelho.

Portugal está a arder. Ao final da tarde, havia mais de 4.200 operacionais no terreno no continente, mas a Madeira é, de longe, a situação mais complicada