A Polícia Judiciária tem detido várias pessoas, nos últimos dias, suspeitas de terem ateado fogos florestais. Portugal está a arder e a PJ anda à caça dos responsáveis. Esta quarta-feira, há duas detenções comunicadas, de dois homens alegadamente autores de dois fogos, um em Fradelos, Vila Nova de Famalicão, e outro em Pampilhosa, no concelho de Mealhada.

No primeiro caso, trata-se de um indivíduo com 36 anos, presumível autor do incêndio que começou na madrugada de terça-feira. A detenção, feita em colaboração com a GNR, foi o culminar de diligências desenvolvidas na sequência daquela ignição, “que causou grande alarme social, dada a proximidade das habitações”, lê-se em comunicado.

“O fogo terá sido provocado com recurso a um isqueiro, num quadro de embriaguez e sob a influência de drogas leves”

O detido, operário fabril, vai ser apresentado à competente autoridade judiciária, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação.

 A Polícia Judiciária de Aveiro anunciou, por sua vez, a detenção de um homem, de 65 anos, suspeito de ter ateado um incêndio florestal na tarde do passado sábado, em Pampilhosa, no concelho de Mealhada.

O detido terá iniciado o fogo num terreno privado que pretendia limpar, apesar de no dia em causa o risco de incêndio se encontrar no nível mais elevado, com as temperaturas máximas a atingirem quase os 40 graus, sendo absolutamente proibido o uso do fogo.

Segundo os investigadores, o suspeito terá ateado o fogo "através de chama direta na abundante vegetação seca" que se encontrava no referido terreno.

"Estiveram em risco as habitações e pessoas que residiam em casas contíguas ao terreno em causa"

O detido, um empresário reformado, vai também ser presente a primeiro interrogatório judicial, na comarca de Aveiro, para aplicação das medidas de coação.

No corrente ano, a PJ já identificou e deteve 26 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal. Antes destas detenções conhecidas hoje, esta semana já ocorreram outras: ontem, os suspeitos de atear fogos em Castanheira de Pera, Vila Verde e Vila Real foram apanhados pelas autoridades, bem como o alegado autor do incêndio que está a assolar a ilha da Madeira, onde já morreram três pessoas, uma está desaparecida e quase 40 casas ficaram destruídas.