O Município de Pampilhosa da Serra, um dos mais atingidos pelos incêndios de dia 15, apelou à doação de produtos hortícolas para plantar/semear, árvores de fruto para plantar e materiais de construção.

Num comunicado enviado à agência Lusa, aquela autarquia do distrito de Coimbra pede ainda materiais para cerca/vedação de animais e motores de rega, tubagem e sistemas de rega.

Ao mesmo tempo, o Município agradece o apoio de todos aqueles que contribuíram e apela à suspensão da doação de roupas.

Na Pampilhosa da Serra, 262 casas ficaram totalmente destruídas, entre as 500 que foram atingidas pelas chamas em 57 aldeias.

Também a Câmara Municipal de Seia apelou esta segunda-feira ao fim da doação de bens não alimentares para ajuda às vítimas dos incêndios dos dias 15 e 16, pois as quantidades recebidas são "suficientes" para ajudar as famílias em dificuldades.

Os bens não alimentares recebidos "já são suficientes para dar resposta às necessidades identificadas", refere a autarquia de Seia em nota publicada na sua página oficial na internet.

O município solicita que as pessoas que estão a colaborar com as campanhas em curso "não entreguem/enviem mais bens", como vestuário, calçado, produtos de limpeza, atoalhados, lençóis, cobertores, loiças, talheres e demais utensílios de cozinha, mobiliário, eletrodomésticos, colchões, etc.

A Câmara Municipal de Seia, no distrito da Guarda, presidida por Carlos Filipe Camelo, "agradece a solidariedade de todos".

Numa outra nota, a fonte explica que a angariação de bens alimentares "para as pessoas que perderam tudo, ou quase tudo" nos incêndios, está a ser articulada, "desde o primeiro momento", entre a Entrelaços - Rede de Lojas Sociais e Cantinas Sociais, através de bens existentes na rede de lojas sociais do concelho, e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia.

"A entrega dos bens de primeira necessidade tem sido concretizada pelas equipas multidisciplinares que se encontram no terreno."

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.