As obras já decorrem em 110 habitações das cerca de 800 casas de primeira habitação afetadas pelos incêndios que afetaram a região Centro a 15 e 16 de outubro, anunciou esta sexta-feira o Governo.

Numa nota enviada à agência Lusa, o Gabinete do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas informou que já se encontram em obra "110 habitações, em 15 dos 29 concelhos da região Centro nos quais se registaram danos no parque habitacional".

Estas obras, recordou, são financiadas pelo Estado.

Os incêndios que há cerca de um mês atingiram particularmente 27 concelhos da região Centro provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos.

As chamas destruíram total ou parcialmente cerca de 800 habitações permanentes e cerca de outras tantas casas, quase 500 empresas e extensas áreas de floresta.

 

Concluída reconstrução de 91 habitações afetadas pelo fogo 

Noventa e uma obras de reconstrução em habitações afetadas pelos grandes incêndios de Pedrógão Grande e Góis estão concluídas e outras 49 estão em obra, informou hoje o Governo.

Está concluída a reconstrução de 91 habitações atingidas pelos incêndios de junho no Pinhal Interior, 48 das quais no concelho de Pedrógão Grande", informou o gabinete do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, sublinhando que, à data de hoje, estão em obra outras 49 habitações.

O comunicado do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas surge na sequência das declarações do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que disse hoje que "a esmagadora maioria das casas" em Pedrógão Grande ainda não têm "um tijolo colocado", considerando que o Estado está a fazer propaganda política à custa da solidariedade dos portugueses.

De acordo com a nota do gabinete do ministro do Planeamento, há ainda 60 obras que estão em processo de adjudicação.

Ao todo, há 238 habitações permanentes afetadas pelos incêndios de Pedrógão Grande e Góis, sendo que o comunicado do Governo faz referência à situação de apenas 200 casas.

Recorde-se que, há pouco menos de um mês, havia 72 intervenções concluídas, 55 obras em execução, 15 consignadas e 16 em adjudicação.

As restantes estavam em consulta de preço, em projeto ou em fase de avaliação.

De acordo com um documento da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), no total, os custos de recuperação das 238 habitações permanentes afetadas em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Sertã e Penela é de cerca de nove milhões de euros.

O fundo Revita financia 89 intervenções, a União das Misericórdias e a Fundação Calouste Gulbenkian 41 obras, a Cáritas de Coimbra 35, a SIC Esperança 17 e a Misericórdia de Lisboa cinco.

Segundo os dados da CCDRC, há ainda 39 obras a cargo do proprietário financiadas pela companhia de seguros, nove suportadas por doadores particulares ou empresas e três a cargo do proprietário.