Os populares de Parada de Atei, concelho de Mondim de Basto, ajudaram a travar o avanço das chamas até às suas casas enquanto não chegaram os bombeiros e um helicóptero.

Foram horas de algum sufoco nesta aldeia. Este é o segundo grande incêndio que está a afetar o concelho de Mondim de Basto.

Augusto Lopes contou à agência Lusa que a população se juntou com giestas, enxadas e até moto serras para cortar as árvores que estavam mais perto das casas.

«Lá conseguimos fazer com que o fogo não chegasse às casas. Mas estivemos aqui muito tempo sem qualquer bombeiro», frisou.

Os operacionais chegaram depois, acompanhados também de um helicóptero que foi fazendo descargas sobre a linha de fogo mais próxima das habitações.

Augusto Lopes lamentou os terrenos sujos que facilitam a propagação das chamas.

Enquanto olhavam depois, mais calmos, para a intervenção dos bombeiros, as conversas dos populares de Parada de Atei iam todas parar à necessidade de «travar de uma vez por todas os incendiários» e à «responsabilidade do Governo», que «não investe na prevenção».

Este incêndio que atingiu a zona de Atei, vindo do concelho vizinho de Mondim de Basto é o segundo que hoje está a lavrar no concelho de Mondim de Basto.

Desde a madrugada de terça-feira que um outro fogo está a lavrar na zona do Alvão, tendo deflagrado em Fervença, prosseguindo depois para Ermelo, Carrazedo de Ermelo, Tejão, Pardelhas, onde destruiu uma vasta área de pinhal.

Durante a tarde o presidente da Câmara de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira, falava numa «situação dramática».