O Governo ordenou o reforço do dispositivo especial de combate a incêndios florestais até terça-feira, com mais 17 meios aéreos e aumento da mobilização de operacionais, de viaturas e de patrulhamentos pelas Forças Armadas e PSP.

Estas instruções, segundo afirmou, esta sexta-feira, à agência Lusa fonte do Governo, foram tomadas em articulação entre os ministérios da Administração Interna, da Defesa Nacional e da Agricultura, na sequência da divulgação de uma "previsão de condições meteorológicas adversas" nos próximos dias.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), até ao final deste mês, verifica-se um "índice de risco de incêndio florestal"

Nesse sentido, de acordo com a mesma fonte do executivo, foram elevados os "níveis de alerta especial determinados pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC)", tendo sido determinado o reforço de 17 meios aéreos de combate a incêndios.

Estes meios consistem em 13 helicópteros ligeiros para combate aos incêndios rurais e quatro aviões médios anfíbios, que ficarão disponíveis em Vila Real, Viseu, Braga, Fafe, Alfandega da Fé, Armamar, Águeda, Guarda, Cernache, Proença-a-Nova, Pernes, Portalegre, Ourique, Grândola e Monchique".

O reforço, segundo a estimativa do executivo, "significa praticamente uma duplicação do dispositivo de meios aéreos disponíveis até ao final de outubro (de 18 para 35) e representa um investimento de cerca 1,4 milhões de euros".

No que respeita ao reforço do quadro operacional mobilizado, ou seja, viaturas e operacionais, nos próximos dias, ao nível de meios de combate, haverá "um acréscimo de 660 elementos e 132 viaturas, o que determina um total de 4298 operacionais e 863 viaturas".

O Governo acrescenta, igualmente, em matéria de reforço do patrulhamento ostensivo no terreno, as Forças Armadas têm já "86 equipas de patrulha em todos os distritos do território continental, em articulação com 394 equipas da GNR e as 46 equipas da PSP".

Também as 87 patrulhas diárias de militares dos três ramos das Forças Armadas vão prolongar o trabalho no terreno até terça-feira para vigilância e dissuasão dos incêndios florestais devido às previsões meteorológicas, informou o Ministério da Defesa Nacional.

Num comunicado em que são detalhados os meios de apoio das Forças Armadas empenhados na sequência dos fogos florestais, o Governo explica que, a pedido da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), inicialmente tinham sido colocadas patrulhas de vigilância e dissuasão no terreno entre o último domingo e quinta-feira.

Considerando as previsões meteorológicas foi solicitada a sua extensão até ao fim do mês de outubro", anuncia, explicando que são empenhados em média um efetivo diário de 350 militares.

De acordo com o Ministério da Defesa Nacional, são 87 patrulhas diárias - 13 da Marinha, 71 do Exército e três da Força Aérea - sendo cada patrulha constituída por quatro militares que "percorrem itinerários em zonas de risco definidas pela ANPC em todos os distritos de Portugal Continental entre as 08:00 e as 20:00".