Já foram detidas várias pessoas esta semana por alegado fogo posto. E, esta sexta-feira, a Polícia Judiciária já anunciou novas detenções, de dois homens, um por alegada autoria de incêndios em Aveiro e outro em Santarém. 

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A PJ de Aveiro indicou que o indivíduo terá ateado vários incêndios florestais na segunda quinzena de julho e nos primeiros dias de agosto, na localidade de Bustos, concelho de Oliveira do Bairro. A detenção foi efetuada na sequência do cumprimento de mandados de detenção e busca emitidos pelas autoridades judiciárias.

Os focos de incêndio em causa têm ocorrido em zonas de pinhal e eucaliptal, tendo consumido já uma vasta área, pondo ainda em perigo as habitações existentes junto da mancha florestal"

Durante a busca à residência do suspeito, em Vagos, foram apreendidos cerca de 30 metros de rastilho ou cordão lento, que pode ser utilizado para a fabricação de engenhos incendiários como meio de ignição ao retardador.

"Aquele material só serve para usar com explosivos ou para fazer um tipo de engenho incendiário, em que deixam aquilo a arder perto de uma garrafa com gasolina, por exemplo, e dá tempo para a pessoa fugir antes daquilo começar a arder tudo", explicou Rui Nunes, coordenador da PJ de Aveiro, citado em comunicado.

O detido, calceteiro de profissão, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

Já o outro homem, de 30 anos, é o presumível autor de um crime de incêndio florestal ocorrido no concelho de Alcanena, distrito de Santarém. Solteiro e sem profissão definida, agiu "num quadro impulsivo, está fortemente indiciado de, no dia 8 de agosto, entre as 21:00 e as 21:30, ter ateado um foco de incêndio" num terreno com mato e pinheiros. Ardeu uma área de cerca de 10.000 metros quadrados.

"O incêndio só não atingiu maiores proporções devido à pronta intervenção de dez corporações de bombeiros"

A PJ refere ainda que o homem "é igualmente suspeito da autoria de múltiplos incêndios ocorridos este ano naquele concelho, assim como no ano transato", acrescentando que o suspeito vai ser presente a primeiro interrogatório judicial, tendo em vista a aplicação de medidas de coação.