As frentes do incêndio de Alijó, no distrito de Vila Real, foram reduzidas de quatro para duas, ao final da manhã desta segunda-feira, com a situação a “correr favoravelmente”, informou o comandante operacional no terreno, Pedro Nunes.

O responsável deu conta, por volta das 12:00, de que o incêndio, que começou na madrugada de domingo, tem duas frentes ativas, em Agrelos e Carlão.

O dispositivo no terreno mantém-se desde o início da manhã, com quatro aviões pesados e dois helicópteros ligeiros, estando previsto o reforço dos meios aéreos com o Canadair espanhol.

No terreno encontram-se cerca de 450 operacionais apoiados por cerca de 140 veículos e oito máquinas de rasto e pelotões do exército.

O fumo que envolvia zona pela manhã começou a dissipar-se.

O fogo, que já lavra há mais de 24 horas, chegou a estar controlado durante a tarde de domingo, mas reacendeu-se com violência, alimentado pelo vento forte.

Cerca de 150 bombeiros, provenientes da zona sul do país e de Viana do Castelo, reforçaram o combate às chamas durante esta madrugada. 

Por precaução, trinta pessoas foram retiradas das suas casas em três aldeias - Chã, Vila Chã e Casas da Serra. - no domingo. O comandante distrital de operações de socorro de Vila Real, Álvaro Ribeiro, informou, por volta da 01:00, que estas pessoas, principalmente idosos e crianças, já regressaram às suas casas.

Álvaro Ribeiro adiantou que pelo menos uma casa de habitação foi atingida pelas chamas. O fogo destruiu ainda alguns armazéns de arrumos e agrícolas.

Quanto às falhas de comunicação, o responsável disse que o elevado número de chamadas provocou “alguns tempos de falha de comunicações, mas nunca inviabilizaram as comunicações entre as equipas, posto de comando e sectores”.

Quando percebemos que havia um grande tráfego pedimos um reforço e o reforço está aí e o objetivo é que a rede possa responder a este grande fluxo de comunicações”, salientou.

Para o terreno, foi mobilizada uma carrinha com dispositivo SIRESP.

Apesar de se encontrar no México, para uma visita de Estado, o Presidente da República seguiu este incêndio com atenção e falou por telefone com o presidente da Câmara de Alijó, Carlos Magalhães.