O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou uma auditoria à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), por causa dos incêndios que ocorreram entre 14 e 16 de outubro e que mataram 45 pessoas, informou hoje o Governo.

Segundo uma nota do Ministério da Administração Interna (MAI), a auditoria foi solicitada à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) “para apuramento de eventuais responsabilidades”.

O ministro da Administração Interna determinou à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) a realização de uma auditoria à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), na sequência dos incêndios iniciados entre os dias 14 e 16 de outubro de 2017, para apuramento de eventuais responsabilidades”, precisa a nota do MAI.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 de outubro, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 45 mortos maioritariamente nos distritos de Coimbra, Viseu e Guarda e cerca de 70 feridos, continuando desparecidas duas pessoas.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

Os últimos dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que os incêndios que deflagram a 15 de outubro consumiram 190.090 hectares de floresta, quase metade (45%) da área ardida deste ano, contabilizada em 418.087 hectares, o segundo pior ano depois de 2003.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.