A madeira queimada pelos incêndios que devastaram a zona centro de Portugal, em outubro, pode render um milhão e meio aos cofres do Estado. Três meses depois dos fogos, os lotes com árvores queimadas começaram a ser vendidos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

De acordo com o Jornal de Notícias, já foram vendidos 61 lotes em hasta pública, o que representa a venda de mais de 1.700 hectares e quase meio milhão de árvores espalhadas pelos distritos de Coimbra, Guarda, Viseu, Castelo Branco e Leiria.

Os incêndios florestais consumiram, em 2017, mais de 418 mil hectares, sendo o segundo pior ano de sempre depois de 2003, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Esta segunda-feira, o primeiro-ministro tem prevista a apresentação do plano de corte e reflorestação do Pinhal de Leiria, onde ardeu 80% da centenária mata pública do país.