Ao início da manhã desta terça-feira, os moradores da grande Lisboa acordaram debaixo de uma intensa nuvem de fumo e a queda de algumas fagulhas pela capital. A culpa do céu coberto são os ventos de quadrante norte, que arrastaram para Sul os resíduos dos fogos florestais que lavram a norte do país.

Contactado pela TVI24, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) explicou que os ventos estão a favorecer a deslocação das nuvens de fumo, dos incêndios a norte do país, para sul.

As imagens de satélite mostram que os ventos em Portugal estão a circular do quadrante norte e, por isso, há uma tendência para o que está a norte ser arrastado para sul."

 

Durante o dia é provável que o intenso cheiro a fumo continue a fazer-se sentir em Lisboa, até porque no distrito estão ativos, a esta hora, cinco incêndios. De acordo com a Proteção Civil, o que mobiliza mais meios humanos e operacionais é o de Loures, que lavra numa zona essencialmente de mato. 

Pelas 10:00 horas desta terça-feira, a Proteção Civil dá conta de 105 incêndios florestais ativos, a ser combatidos por mais de 2.700 bombeiros, 850 meios terrestres e 20 aéreos. As ocorrências de maior significado são nos distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro e Viseu.

A situação mais complicada vive-se no distrito de Viana do Castelo, onde já foi accionado o Plano Distrital de Emergência. Em Ponte de Lima e Arcos de Valdevez foram ativados os Planos Municipais de Emergência.