Um incêndio numa zona de mato na Covilhã começa a ameaçar a cidade, com as chamas já bem perto das habitações.

O fogo, que tem uma frente ativa, começou de madrugada, às 04:51, e está a ser combatido por 170 operacionais, assistidos por 41 veículos e quatro meios aéreos.

Os «acessos muito complicados» têm sido a principal dificuldade no combate a este incêndio que lavra há oito horas na Serra da Estrela.

Francisco Peraboa, segundo comandante operacional distrital de Castelo Branco, explicou à Lusa que o fogo lavra «numa zona de montanha que, pela própria natureza, é muito complexa no que diz respeito aos acessos, não só terrestres como também aéreos». «Consequentemente, isso dificulta os trabalhos», acrescentou.

O comandante de operações mostrou-se, todavia, confiante de que o incêndio possa ser dominado «nas próximas horas», já que ao final da manhã as chamas começavam «finalmente a ceder aos meios de combate». «A evolução [do incêndio] é sempre imprevisível, mas neste momento o fogo já lavra com menos intensidade», contou ainda.

Francisco Peraboa não quis avançar qual a extensão da área já ardida, mas garantiu que não há habitações em risco.

Incêndios: culpa não é dos bombeiros

De acordo com a Proteção Civil, este é um dos cinco fogos ativos nesta sexta-feira em Portugal continental.

A lavrar desde quarta-feira continua o trágico incêndio da Serra do Caramulo, que vitimou uma jovem bombeira e feriu nove bombeiros na quinta-feira.

Ainda em Viseu mantêm-se ativos os fogos de Vouzela e Tarouca, com cerca de 600 dos 900 operacionais que se encontram no combate às chamas a trabalhar só neste distrito.

Há outro incêndio em Vila Pouca de Aguiar (Vila Real).