O incêndio na serra do Alvão, em Vila Real, já fez sete feridos: seis bombeiros e um civil, segundo o balanço do presidente da Câmara de Vila Real. Os ferimentos são queimaduras ligeiras, uma queda e inalação de fumo. Ontem, a força das chamas obrigou a equipa da TVI no local a refugiar-se numa casa.

O autarca Rui Santos referiu também à Lusa que "não existem habitações destruídas”, mas ardeu o jardim de uma escola, uma casa em ruínas e uma vacaria, sendo que os animais foram salvos.

As pessoas que por precaução foram retiradas de algumas aldeias, e que foram alojadas temporariamente no Regimento de Infantaria 13 (Ri13), já regressaram às suas habitações. São pessoas idosas, doentes ou mais vulneráveis e que foram retiradas por causa do fumo intenso e da proximidade do incêndio.

Esta manhã, foram acionados vários meios aéreos para o combate às chamas. Segundo as informações constantes na página da Proteção Civil, permanecem mobilizados para a serra do Alvão cerca de 350 operacionais e uma centena de viaturas, que estão em operações de consolidação do rescaldo e atentos a reacendimentos que possam ocorrer.

O grande inimigo dos operacionais está a ser o vento intenso.

O alerta para o incêndio foi dado às 16:27 de quarta-feira, junto à aldeia de Paredes, e rapidamente se propagou devido ao precisamente ao vento muito forte.

Estas aldeias da encosta do Alvão, algumas localizadas em área do Parque Natural do Alvão (PNA), foram assoladas por um outro grande incêndio em agosto de 2005, que levou à retirada de cerca de 200 pessoas de oito localidades. Este fogo queimou cerca de sete mil hectares.

O combate foi reforçado com grupos de bombeiros provenientes do Porto, Braga, Bragança e Viseu, elementos da Força Especial de Bombeiros e do Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS) da GNR.

Desativado plano municipal de emergência

A Câmara de Vila Real desativou às 19:50 o plano municipal de emergência de proteção civil que vigorou durante cerca de 24 horas por causa do incêndio que queimou 450 hectares na serra do Alvão.

O município liderado por Rui Santos informou que a “desativação deste plano decorre da resolução do grande fogo florestal que grassava no concelho desde o meio da tarde” de quarta-feira, e que começou na zona da aldeia de Paredes.

Apesar de ainda não ser possível fazer um balanço final “das consequências deste enorme incêndio”, a câmara destacou o “facto de não haver vítimas graves a lamentar e de não terem ficado destruídas habitações familiares”.

Lamentou, no entanto, “a área ardida superior a 450 hectares” de mato e floresta das freguesias de Adoufe, Borbela e Lordelo.

Houve ainda sete feridos ligeiros por queimaduras, escoriações ou inalação de fumo.

O município aproveitou para agradecer a “prontidão e disponibilidade” de todas as instituições e entidades envolvidas no plano municipal de proteção civil, “cuja ação foi determinante para o desfecho positivo de toda a situação”.

Agradeceu ainda aos operacionais que, no terreno, combateram o fogo, “salvaguardando vidas e bens”.

Durante a tarde, em declarações aos jornalistas, o presidente Rui Santos Rui Santos aproveitou para apelar a que “todos estejam com muita atenção durante as próximas horas”.

“Toda a atenção é pouca para minimizar os problemas que possam entretanto surgir”, frisou.