O trágico incêndio do Sabugal que no sábado causou um morto, um homem que  não conseguiu fugir a tempo de um canavial, foi dominado neste domingo, aproximadamente 24 horas depois de ter reacendido, informa a Autoridade Nacional de Proteção Civil, no balanço das 10:50.

No entanto, permanecem às 14:30 no combate às chamas em Sortelha 378 operacionais, apoiados por 128 veículos terrestres e quatro aviões.

Este fogo, que chegou a ter duas frentes ativas e que reacendeu na manhã de sábado, teve início durante a madrugada de sábado.

Também dominado, desta feita no distrito de Vila Real, encontra-se o incêndio em Possacos, concelho de Valpaços, que foi combatido por 90 operacionais, apoiados por 28 veículos e um helicóptero.

Nesta tarde, em Santa Eugénia, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real, o fogo que teve início pelas 13:13 de sábado foi igualmente dominado, segundo a última atualização da Proteção Civil (14:30), mantendo-se no local 170 operacionais, assistidos por 53 veículos e cinco meios aéreos.
 

Reacendimentos no Sabugal


O fogo no concelho do Sabugal está dominado, mas o vento forte tem contribuído para alguns reacendimentos, adiantou o  vereador para a Proteção Civil daquela autarquia.

"O incêndio está em rescaldo e [regista] alguns reacendimentos e continua o efetivo no terreno, com três meios aéreos, o vento está muito forte", disse Vítor Proença, em declarações à Lusa.

O incêndio "não inspira muito cuidado, no entanto, agora levantou-se um vento muito forte", contou o responsável, realçando que ainda não é possível estimar a dimensão dos estragos, mas que o fogo esteve numa "área muito extensa e atingiu várias freguesias".

Embora tenha estado perto das casas, o incêndio não atingiu habitações, "ardeu principalmente floresta e área cultivada e há a lamentar [a destruição de] alguns anexos agrícolas", avançou o vereador da autarquia do Sabugal.

Este incêndio foi, contudo, responsável pela morte de uma pessoa, na aldeia de Sobreira, uma das sete povoações que estiveram ameaçadas pelas chamas.

Questionado acerca da possibilidade de o incêndio ter provocado a morte de animais, Vítor Proença disse que poderá haver essa situação, mas não com uma dimensão "significativa".