Notícia atualizada às 12:57

O Plano Municipal de Emergência do Funchal foi desativado às 12:15, anunciou o presidente da câmara, considerando que a situação atual ao nível de incêndios é de «rescaldo».

«Entendemos desativar o Plano Municipal de Emergência a partir deste momento, uma vez que não se justifica», disse Miguel Albuquerque, no final de uma reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, no quartel dos Bombeiros Municipais do Funchal.

Segundo o responsável, existem «três fogos ativos ainda» que estão a ser combatidos pelos Bombeiros Municipais do Funchal, pelos Voluntários Madeirenses e pelo Exército no Lombo do Jamboeiro, na Barreira e no Vasco Gil.

«Nenhum deles põe em risco nenhuma habitação», assegurou Miguel Albuquerque, explicando: «Estamos a efetuar as rondas de prevenção para evitar os reacendimentos no Monte, designadamente nas Babosas, Ribeira das Cales e Tornos, em toda a freguesia de Santo António e de São Roque».

O presidente do município adiantou que «a situação, neste momento, já é de rescaldo».

«Não estão previstas, pelo menos, alterações climatéricas muito fortes nas próximas horas que levem a qualquer reacendimento», acrescentou.

Vinte casas foram atingidas pelos incêndios que lavram no concelho do Funchal desde as 02:30 de sexta-feira, informou o presidente da câmara, explicando que em 11 a perda é considerada total.

«No Monte, sobretudo nas zonas Tílias, Lombos e Lajinhas, temos 11 casas totalmente destruídas e nove casas com danos parciais», revelou.

O autarca adiantou existirem, «como é habitual nestas situações, árvores caídas ou em risco de queda», cujo abate está a ocorrer, e «um conjunto de infraestruturas danificadas», estando em curso «limpezas» e «apoio total às populações afetadas».

Miguel Albuquerque informou que foram realojadas 21 pessoas, «entre as quais três crianças», sendo que 19 estão no Regimento de Guarnição n.º 3, do Exército, no Funchal, e duas em pensões.

«Os danos são elevados, 11 casas destruídas, pessoas para realojar e, felizmente, não houve nenhuma pessoa ferida nem perda de vidas», declarou, explicando que o processo de realojamento dos desalojados está a ser feito com a Segurança Social e a Investimentos Habitacionais da Madeira.

Segundo as contas da autarquia, até ao momento arderam 55 hectares no concelho, mas Miguel Albuquerque frisou que se «trata de uma estimativa« e ainda decorrem fogos, acrescentando que não existe uma estimativa dos prejuízos.

«Grande parte da zona afetada são das chamadas acácias e eucaliptos que são árvores que ao fim de um ano infelizmente têm um crescimento muito rápido, muitas delas em terrenos privados», esclareceu.

No caso do Parque Ecológico do Funchal, onde arderam dois por cento de 1.012 hectares, «áreas que já estavam em reflorestação», Miguel Albuquerque afiançou que vai continuar este trabalho.