O incêndio que deflagrou no domingo no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, no concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, está "praticamente extinto", segundo disse o presidente da Câmara.

Em declarações à agência Lusa, João Salgueiro afirmou, perto das 22:20, que o incêndio florestal está "praticamente extinto", registando-se "pequenos focos de reacendimento, em pequenas zonas circunscritas, onde não foi possível aos meios aéreos apagar [as chamas] na totalidade".

O autarca referiu que espera, por isso, uma "noite mais calma, mas ainda com bastante vigilância".

Às 21:24, a página da Proteção Civil classificava o incêndio como em fase de resolução.

A esta hora estavam no local 184 operacionais, apoiados por 59 meios terrestres.

O Plano Distrital e Municipal de Emergência e Proteção Civil foi ativado devido a este fogo.

De manhã, João Salgueiro revelou à Lusa que durante a madrugada o vento mudou e "houve duas a três casas em risco, mas teve-se a sorte de o vento voltar a alterar de direção".

Com o excelente trabalho dos bombeiros conseguimos controlar. Trata-se de uma zona complicada, com acessibilidades difíceis e com muita vegetação e pedras", sublinhou, sublinhou que já não há casas em risco.

Por precaução, um grupo de jovens que se encontrava numa colónia de férias na Quinta da Escola, em Alvados, foi levado para o Centro de Ciência Viva do Alviela, no distrito de Santarém, tendo regressado a Alvados ao final da manhã.

Incêndios ainda ativos

A fiar na página na internet da Proteção Civil continuavam ativos dois incêndios no distrito de Braga, nos concelhos de Terras do Bouro e Cabeceiras de Basto.

No distrito de Viana do Castelo, o fogo queimava ainda floresta Arcos de Valdevez e Melgaço. Em Viseu, cerca das 22:20, mantinha-se ativo um incêndio em S. Pedro do Sul e tinham-se reacendido as chamas na Covilhã, no distrito de Castelo Branco, sendo estes dois últimos os que envolvem mais meios operacionais no combate às chamas.

Cerca das 23:00, os seis maiores incêndios florestais continuavam a lavrar, mas sem pôr povoações ou habitações em risco, segundo disse à Lusa, fonte da Proteção Civil.

Segundo o comandante de serviço da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), não há qualquer povoação em risco, tendo ocorrido apenas uma situação de possível ameaça para a povoação de Vilela Seca, em Arcos de Valdevez.

Chegou a ser pensada a evacuação, o que acabou por não ser necessário.

O maior incêndio é o do concelho da Covilhã, que está a ser combatido por 344 operacionais e 100 veículos, com duas frentes ativas, uma delas em zona de escarpa inacessível com meios terrestres, disse a mesma fonte.

Trata-se de um reacendimento de um incêndio que deflagrou no sábado e que no domingo foi dado como dominado.

O segundo maior incêndio é o de São Pedro do Sul, que tem uma frente ativa a ser combatida por 211 operacionais, apoiados por 59 veículos.

No distrito de Braga, o incêndio em Terras de Bouro tem 136 operacionais e 34 veículos a combater as chamas, e o de Cabeceiras de Basto conta com 107 operacionais e 33 veículos.

Em Viana do Castelo, o fogo em Melgaço está a ser combatido por 105 homens e 31 viaturas e o de Arcos de Valdevez mobiliza 56 bombeiros e 16 meios terrestres.