O incêndio que deflagrou na quarta-feira em Oleiros, no distrito de Castelo Branco, já destruiu 10 mil hectares de floresta, disse o presidente da Câmara local, esta sexta-feira.

Fernando Jorge, em declarações à Lusa, reconheceu, no entanto, que a situação está agora mais calma. Este fogo entrou durante a noite nos concelhos do Fundão e de Castelo Branco.

A situação está mais calma no concelho, mas esta frente ativa ainda preocupa. Temo que, se vier o calor, tudo se torne mais complicado”, disse.

O autarca explicou ainda que as aldeias de Silvosa e Vinha foram evacuadas por precaução e que os aí residentes foram para casa de familiares.

Outras aldeias estiveram cercadas pelo fogo durante a noite, mas não há registo de casas atingidas.

Esta sexta-feira de manhã, estão 12 meios aéreos no combate a este fogo ainda com frentes de fogo ativas. Recorde-se que este incêndio fez seis feridos quinta-feira e dois são considerados graves. São bombeiros da corporação de Leiria, que foram ontem apanhados pelas chamas.

Mais de 900 operacionais no combate às chamas

Mais de 900 operacionais, apoiados por 309 veículos e 12 meios aéreos combatiam pelas 11:00, os dois incêndios que lavram no concelho de Oleiros, Castelo Branco, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O fogo que deflagrou na quarta-feira em Cambas, concelho de Oleiros, tinha pelas 11:00 de hoje duas frentes ativas, que estavam a ser combatidas por 553 operacionais, apoiados por 187 veículos e onze meios aéreos, de acordo com a adjunta de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) Patrícia Gaspar, durante um ‘briefing’ na sede daquela entidade, em Oeiras, Lisboa.

Este incêndio tem “um perímetro bastante extenso”, embora “grande parte esteja em fase de resolução”, referiu a responsável.

Quanto ao outro fogo naquele concelho, que deflagrou ao início da madrugada de quinta-feira na localidade de Poeiros, era combatido pelas 11:00 por 386 operacionais, apoiados por 212 veículos e um meio aéreo.

Segundo Patrícia Gaspar, “a situação é agora mais tranquila do que na quinta-feira” e “não há uma situação crítica em relação a aldeias”

Devido a estes dois incêndios, foram deslocadas um total de 16 pessoas, 13 da aldeia de Vilarinho e três de Póvoa da Ribeira, que se encontram realojadas num empreendimento em Oleiros disponibilizado pela Câmara Municipal.

As aldeias de Silvosa e Vinha foram evacuadas por precaução e os aí residentes foram para casa de familiares.

De acordo com a adjunta de operações da ANPC, dez casas na povoação de Orvalho, também no concelho de Oleiros, duas de primeira habitação e oito de segunda, “foram afetadas pelo fogo”. Patrícia Gaspar não conseguiu precisas se as casas ficaram parcialmente ou totalmente destruídas.

Para os próximos dias, referiu Patrícia Gaspar durante o ‘briefing’ de hoje de manhã, “é expectável um desagravamento de condições que propiciam incêndios mais complexos”.

Fogo na Guarda dado como dominado pelas 08:50

O fogo que lavrava em Fernão Joanes, no concelho da Guarda, desde quarta-feira foi dado como dominado pelas 08:50 de hoje, anunciou a adjunta de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) Patrícia Gaspar.

Aquele fogo, que teve início pelas 13:44 de quarta-feira, registava pelas 09:30 de hoje no combate às chamas 388 operacionais apoiados por 122 viaturas.

A23 reaberta

Na sequência destes incêndios, mantinham-se pelas 11:00 os cortes à circulação automóvel na autoestrada da Beira Interior (A23), no concelho da Guarda, e em três estradas nacionais (EN) dos concelhos de Oleiros (Castelo Branco) – EN112 e EN238 - e da Guarda – EN18, disse a GNR à Lusa.

No entanto, às 12:30, a A23, cortada desde quinta-feira nos dois sentidos entre os nós da Guarda-Sul e Benespera, foi reaberta sem condicionamentos.

Ainda na localidade de Benespera, no concelho da Guarda, está interdita ao trânsito a estrada EN18, entre os quilómetros 01 e 13, e as alternativas à circulação automóvel são as mesmas que as apresentadas para o corte na A23.

Já os fogos que lavram no concelho de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, estão a provocar o corte das estradas EN112, junto à localidade de Orvalho, entre os quilómetros 48 e 70, e EN238, na localidade de Póvoa da Ribeira, entre os quilómetros 89 e 96.