O Governo aprovou esta quinta-feira um regime transitório que define que não sejam plantados eucaliptos em áreas ardidas anteriormente ocupadas por outras espécies.

Esta medida vem contribuir para um melhor equilíbrio entre as diferentes espécies florestais, procurando ao mesmo tempo garantir as atividades das várias fileiras florestais, bem como a biodiversidade", indica uma nota do Conselho de Ministros hoje.

Com este diploma pretende-se, continua o executivo, "promover a existência de uma adequada composição dos povoamentos florestais, evitando a rearborização" com eucaliptos em "áreas ocupadas anteriormente por outras espécies".

Em agosto, foi publicado em Diário da República o novo regime de arborização e rearborização de eucalipto, que pretende travar a expansão do eucalipto, obrigando a que novas plantações sejam realizadas com a libertação dos terrenos usados para produzir eucalipto — matéria-prima da pasta de papel — e possam vir a albergar outro tipo de árvores.

O regime determina que é o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) que passa a fazer uma “gestão nacional da área global” do eucalipto “de forma a aproximar-se progressivamente dos valores fixados na versão mais recente” da Estratégia Nacional Florestal.

Este novo regime aprovado em agosto só entra em vigor em março. Os ambientalistas alertaram que estão a verificar um grande aumento dos pedidos de plantação de eucaliptais antes da entrada em vigor da nova legislação